Anatomia infantil do colaboracionismo



Paul Krugman, "Greece: The Tie That Doesn’t Bind" (minha tradução):
Há muito que acredito que Matthew Yglesias acertou em algo de realmente importante quando observou que os políticos dos pequenos países têm, em geral, incentivos pessoais para alinharem com as exigências da troika, mesmo que estas sejam contra os interesses dos seus países.

Normalmente seria de supor que a melhor opção de um primeiro-ministro fosse tentar fazer aquelas coisas que lhe dessem hipóteses de reeleição. Mesmo que a perspetiva fosse sombria, esta seria a tua estratégia dominante.

Mas numa era de globalização de União Europei/zação, creio que os líderes dos pequenos países estão, de facto, numa situação algo diferente. Se abandonas o cargo nas boas graças do grupo de Davos, há uma infinidade de números no FMI, na comissão Europeia e sabe lá onde para que podes ser eleito, mesmo se és absolutamente desprezado pelos teus compatriotas. (…)

Mas um genuíno governo de Esquerda (…) é muito diferente – não porque as suas ideias sejam selvagens e insanas, que não são, mas porque os seus membros numa vão ser tidos em alta estima pelo grupo de Davos.



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