Hora do café

Bebo um café manhoso, elaborado por uma máquina comprada na "secção de electrodomésticos" do Pingo Doce, e sinto a crescer em mim essa vaga propensão para o inusitado: ser politicamente pertinente, arriscar versos menos nostálgicos, enviar sinais de vida a quem me toma por desaparecido, cumprir promessas que nunca fiz, fazer promessas que não posso cumprir. Depois passa e cá fico, sereno e pertubável, saudoso das legiões que se alevantam à hora do café.



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