Paulo Fonseca

Na minha relação com o F.C. Porto 2013/2014 domina, para já, a apatia de quem se percebe a salvo de emoções extremas.
 O Porto de Paulo Fonseca ainda não foi injustamente acossado para que o chamamento à sua defesa me confira mínimo estímulo para insultar os seus detractores - como aconteceu com Jesualdo e Vítor Pereira (Paulo Fonseca teve direito a estado de graça e, pese embora o buraco negro imposto pela transferência de Moutinho, pese embora a habitual histeria do adepto de futebol, a crítica tem sido proporcionada).

Ainda não me cativou para uma qualquer ideia futebolística ou discursiva que me violentasse às alturas de uma entrega passional, nenhuma adesão a uma "sensibilidade estético-política" - como aconteceu com Mourinho, Villas-Boas e, mais recentemente, na prefiguração do minuto 92).

 Ainda não foi tão contra-intuitivo, absurdo ou inepto que me fizesse desejar uma destruição criadora - como aconteceu com Co Adriaanse, Octávio, Fernandez, Couceiro ou Del Neri.

 Enfim, agradeço a Paulo Fonseca, nestes meses, a serenidade de uma vida destituída de paixões. Não que o possa culpar por tudo.



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