D. Umberto



D. Umberto (1952) conta-nos a história de um reformado subitamente atirado para a miséria após uma drástica redução do valor da sua pensão (instrutivamente, o filme começa com uma carga policial sobre uma manifestação de reformados). Despejado, humilhado, D. Umberto deambula, hesitando  suicidar-se por não saber o que será de Flick, seu cão e companheiro de velhice.

Parece que Filipe Pinhal (terá visto reduzida a sua reforma para 14 mil euros) encabeça um movimento de reformados indignados, seguindo a linha antes trilhada por Aníbal Silva, o reformado presidencial que mal tem para as suas despesas. Sem vergonha, falam espezinhando olimpicamente o destino de tantos reformados que por excesso de vergonha jamais falarão da miséria em que caíram. Que saiam de casa ou dos seus palácios, que vejam o D. Umberto, que colham a sensibilidade social onde melhor a acharem. Mas que vão gozar com outros.



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