A testemunha

Arrependemo-nos mais daquilo que fizemos do que daquilo que não tentámos. Bem se percebe, enquanto as acções equívocas são postas em palco, sujeitas a uma memória partilhada, as omissões, essas, na maior parte dos casos, ficam connosco, guardadas enquanto património hesitante, um espectro que não chegou ganhar corpo no mundo real. Dizem que a memória é complacente com o não acontecimento, que aparentemente é mais fácil arquivar um processo em que estamos arrolados como a única testemunha. Esquecem-se dos espectros.

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