Shame on you, Mr. Obama



Um ano após ter defendido o reconhecimento do Estado Palestiniano pelas Nações Unidas, Obama dirigiu-se à Assembleia-Geral  para dizer exactamente o contrário. Mais, numa conferência de imprensa em que no fundo a bandeira americana tocava comoventemente a de Israel, Obama jurou fidelidade a Netanyahu - como que oferecendo o veto americano pelo voto do judeu americano. Assim, tragicamente, a importância dos votos e do dinheiro judaico na política americana voltou a falar mais alto.*

Traduzo um exerto da crónica de Robert Fisk sobre o discurso de Obama:

"Um marciano que ouvisse este discurso diria, como sugeriu a Sra. Ashrawi, que os palestinianos ocupam Israel e não o contrário. Nenhuma menção à ocupação israelita, nenhuma menção aos refugiados, ao direito de retorno ou ao roubo da terra palestiniana pelo governo israelita contra a lei internacional. Mas ouviram-se imensos lamentos ao povo sitiado de Israel, aos rockets lançados às suas casas, às bombas suicidas - pecados palestinianos, certamente, mas nenhuma referência à chacina de Gaza, à massiva mortandade de palestinianos - e mesmo à perseguição histórica dos judeus e ao Holocausto. Essa perseguição é um facto da história. Tal como o horror do Holocausto.
Mas OS PALESTINIANOS NÃO COMETERAM ESSES ACTOS. Foram, os europeus - cuja ajuda Obama procura na recusa da criação do Estado palestiniano - que cometeram esse crime dos crimes." (expressão em caixa alta no original)
* Antes que venham com a ladainha do costume, reafirmo: igualmente servil para com o inimputável Estado de Isreal, em tudo o mais Obama continua a ser infinitamente melhor do que os republicanos que se lhe opõem.

A quem possa interessar



Trailer do documentário "A hospitalidade ao Fantasma: Memórias dos Deficientes das Forças Armadas" (35 m.). O documentário foi produzido no âmbito do Projecto de Investigação "Vidas marcadas pela História: A Guerra Colonial Portuguesa e os Deficientes das Forças Armadas"

Avulsos

"Hasegawa - who was born in Japan and has taught in the United States since 1990, and who reads English, Japanese, and Russian - rejects both the traditional and revisionist positions. According to his close examination of the evidence, Japan was not poised to surrender before Hiroshima, as the revisionists argued, nor was it ready to give in immediately after the atomic bomb, as traditionalists have always seen it. Instead, it took the Soviet declaration of war on Japan, several days after Hiroshima, to bring the capitulation." Gareth Cook, BostonGlobe


Bellos son los sepulcros,
el desnudo latín y las trabadas fechas fatales,
la conjunción del mármol y de la flor (...)
                                                                      JLB

Genebra

Esta manhã deixei uma flor na campa de Jorge Luis Borges. Como devem calcular, passo a estar dispensado de livros, árvores ou filhos.