Não

A capacidade de dizer "não" é um dos esteios fundamentais da liberdade de escolha. No entanto, quando pensadas as ameaças ao bom uso do "não", logo foge a ideia para regimes de violência e coerção, logo anuímos solidários com os totalitarismos, tirando o corpinho da equação.

 Poucos percebem o quanto são reféns de um ego que sinaliza a lisonja antes de se dedicar à escolha múltipla que dela decorre. A possibilidade de dizer "não" confere um poder que tende a ser activado com parcimónia: pelo gosto em agradar quem nos lembra; pela consciência de que a activação do poder do "não" o destrói a prazo - a sua reiteração tenderá a aniquilar a motivação dos proponentes.

Valham-nos os vícios que, impondo faltas de tempo simultaneamente insuperáveis e injustificadas, se interpõem como impossibilidades de "sim". O real da vaidade é a impotência. A impotência é uma escolha quando alicerçada em vício.

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