A Colónia
Temos um governo de maioria absoluta: o PS governa em coligação com o medo; trata-se de uma coligação que não pode ser destituída ou contrariada sob pena do desastre total.
Temos um governo de gestão: o PS toma decisões que meramente respondem aos anseios dos observadores internacionais e que, portanto, se configuram como inevitabilidades e não como verdadeira opções políticas.
Temos um governo de iniciativa neoliberal: o PS corta a despesa que descansa os mercados internacionais ao mesmo tempo que mantém a despesa que descansa o arquipélago do mercado parasitário local - réplicas indígenas da lógica que preside às agências de rating.
Temos um governo socialista: o PS socializa os danos com o povo procurando manter as medidas de apoio social à banca.
Temos uma alternativa de infiltrados: o PSD sente as dores da colónia ao mesmo tempo que celebra as lógicas do colonialismo mercantil.
Temos o Bloco: demasiado certo dos seus caminhos para entrar em diálogo com os políticos que "governam" as agruras da realidade contemporânea.
Temos o PC: demasiado entretido em defender a China das ofensas do Grande Capital norueguês.
Temos o CDS: demasiado entretido em explicar a importância dos submarinos na batalha naval.
Publicado no Arrastão.
Temos um governo de gestão: o PS toma decisões que meramente respondem aos anseios dos observadores internacionais e que, portanto, se configuram como inevitabilidades e não como verdadeira opções políticas.
Temos um governo de iniciativa neoliberal: o PS corta a despesa que descansa os mercados internacionais ao mesmo tempo que mantém a despesa que descansa o arquipélago do mercado parasitário local - réplicas indígenas da lógica que preside às agências de rating.
Temos um governo socialista: o PS socializa os danos com o povo procurando manter as medidas de apoio social à banca.
Temos uma alternativa de infiltrados: o PSD sente as dores da colónia ao mesmo tempo que celebra as lógicas do colonialismo mercantil.
Temos o Bloco: demasiado certo dos seus caminhos para entrar em diálogo com os políticos que "governam" as agruras da realidade contemporânea.
Temos o PC: demasiado entretido em defender a China das ofensas do Grande Capital norueguês.
Temos o CDS: demasiado entretido em explicar a importância dos submarinos na batalha naval.
Publicado no Arrastão.