Cidade fantasma

As férias amplificam a contingência das pessoas com quem nos cruzamos nas esquinas; tudo se passa numa liminaridade que reverte o habitualmente: enquanto as presenças do costume se tornam rarefeitas, as presenças do antigamente voltam a assomar nas calçadas - real ou fantasmaticamente.

Comments:
se vivesses onde eu vivo, em Agosto, não pisavas as calçadas; transportavas-te a planar (como nos sonhos), quando necessário, sem que o corpo tenha tempo para existir.

bem, esquece a parte da planagem, estava a armar-me; é mais ou menos uma espécie de jesusa crista a levar a cruz a sangrar dos pés.
 
É simplesmente a "real ou fantasmaticamente" presença do mês de Agosto...
 

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