Na deslocação do bípede no espaço, o ballet clássico intenta uma graciosidade que a patinagem artística realmente cumpre.

Comments:
Um sorriso ao Blog...
 
Permita-me discordar, mas é exactamente, o contrário!:)
 
:) Por acaso acho que o anónimo tem toda a razão. Ainda se fosse a disciplina solo da ginástica que intentasse a graciosidade que a patinagem artística realmente cumpre, vá lá.
 
Pedro e anónimo, o solo na ginástica é outra evidência de como a deslocação dos bípedes num terreno com atrito jamais conseguirá ser tão cheia de graça e elegante com as coisas que se passam no gelo (esqueçam os patins de rodas que, além de próteses ostensivas, são muito constrangedores para a elegância do movimento - os patins em linha menos, mas enfim). Aquelas corridas para os cantos no solo são um turn off estético, são um intervalo na graça, ou mesmo uma negação da graciosidade. Mas falei exactamente do ballet clássico, com o qual tenho uma relação emocional que um dia explicarei, por achar que é a modalidade (artística ou desportiva) que melhor escapa à mecanicidade da deslocação no espaço num terreno com atrito e sem próteses. Ainda assim, fica tão longe, mas tão longe, por deus!, do deslizar da patinagem artística... Basta pensarem na analogia natural, e sejam sinceros, quem melhor reproduz um movimento de um cisne que elegantemente deixa o seu rasto na água, o ballet ou a patinagem?
 
Era importante que este tema fosse debatido com verticalidade - alguns de nós conhecem pessoas que fazem ballet e quase ninguém conhecerá alguém que faça patinagem artística. Tentemos um distanciamento crítico.
 
Que erro! insistirmos em comparações não comparáveis. Injusto! Sim, não há como o deslizamento no gelo ... mas também não há como a elevação no balé (e assim escrito deixa de ser tão gracioso não é? :)
 
Sim, na elevação o ballet é supremo, mas deixemos a altitude de lado já que me referia ao movimento nas nas coordenadas latitude e longitude. Na altitude o movimento final do salto com arco é muito gracioso (a técnica antiga, agora há uns artistas que passam aquilo de lado com os joelhos dobrados (um horror).
 
A minha relação com o bailado clássico também é muito especial. E continuo a achar que a técnica do bailado clássico é a base de qualquer dança. Um bailarino clássico dança qualquer coisa.
Trata-se de uma arte incomparavelmente 'superior' à da patinagem; é a técnica, a força física, bruta que o público não vê, pois é velada por uma atitude de elegância, graciosidade e requinte que é a que, afinal, passa para fora.Por outro lado tem uma expressividade corporal e um romantismo inexcedíveis. São as estórias contadas pelo corpo.
Acho, portanto, que não se pode sequer estabelecer comparações.:)
 
Ah! E Bruno, o bater de asas agonizante na morte do cisne acho que nem é reproduzível na patinagem; porque esta não expressa emoções.

Fica bem:)
 
: ))
 

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