E Deus criou a mulher

Não é sem comoção que reparo neste generoso momento do E Deus Criou a Mulher (mais uma bem sucedida parceria entre o Miguel Marujo e a Ana). Acuso a homenagem  com o mesmo sentido de responsabilidade com que reitero a necessidade de valorizarmos Scarlett Johansson equanto ícone mediático eminentemente audiovisual: é a voz que lhe conhecemos que concita a uma adesão sensual à imagem. No fundo, sem a âncora memorativa daquela singularíssima voz arrastada (conheço casos em território nacional), aquelas mamas, aqueles olhos, aqueles lábios, ainda que fulgurantes, estariam condenados a diluir-se entre os lugares comuns da paisagem contemporânea.

Mas se do nexo voz/corpo falamos, eis um excelente exemplo retirado do mesmo E Deus Criou e Mulher. Note-se, no vídeo que se segue, como a pronúncia sérvia de Ana Ivanović assinala um dos mais felizes exemplos de conciliação filológica entre o mundo eslavo e o mundo germânico.


Comments:
Caro Bruno, não entendo essa referência ao mundo germânico. Estás a falar de quê?
 
Inglês e Sérvio, uma língua germânica matizada por uma eslava.
 
e eu agradeço quase embevecido a forma como (a) descreves tão bem... (amanhã farei post imagético, e fico à espera das pistas nacionais ;))
 
ya, 'tou-te mesmo a ver todo xitadão com o sotaque, oh yeah, yeah, uh, ah
 
como se tu merecesses a Scarlett. tu só mereces o que é reles, reles, reles!


(sem ofensa para a tua dama, caso exista. ou mister, eu sei lá.)
 
Agradeço a palavra de apreço e lamento não estar entre os casos nacionais.
 
Ora essa, Ana. Não dou por líquido que não estejas.
 
Miguel, ficamos à espera.
 
O sotaque é o da Ana Ivanović e a voz arrastada da Scarlett. Nada de confusões, a cada loira e a cada morena as suas singularidades.
 
Só tu te confundiste. Os comentários até são separados, um para cada moça.
 
http://edeuscriouamulher.blogs.sapo.pt/1438284.html - eis.
 
Que honra, Miguel. Abraço
 

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