E Deus criou a mulher

Não é sem comoção que reparo neste generoso momento do E Deus Criou a Mulher (mais uma bem sucedida parceria entre o Miguel Marujo e a Ana). Acuso a homenagem  com o mesmo sentido de responsabilidade com que reitero a necessidade de valorizarmos Scarlett Johansson equanto ícone mediático eminentemente audiovisual: é a voz que lhe conhecemos que concita a uma adesão sensual à imagem. No fundo, sem a âncora memorativa daquela singularíssima voz arrastada (conheço casos em território nacional), aquelas mamas, aqueles olhos, aqueles lábios, ainda que fulgurantes, estariam condenados a diluir-se entre os lugares comuns da paisagem contemporânea.

Mas se do nexo voz/corpo falamos, eis um excelente exemplo retirado do mesmo E Deus Criou e Mulher. Note-se, no vídeo que se segue, como a pronúncia sérvia de Ana Ivanović assinala um dos mais felizes exemplos de conciliação filológica entre o mundo eslavo e o mundo germânico.




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