Adebayor



Na imagem vemos Emmanuel Adebayor após o ataque da Frente de Libertação do Enclave de Cabinda. Ao acompanhar as notícias reparo como, a esta distância, acabo por dar maior importância a todo este incidente precisamente em função das lágrimas de Adebayor. Haverá nisto, talvez, uma empatia selectiva para com as vítimas do terrorismo, no caso, um sinal evidente da comoção acrescida incitada pelo "efeito celebridade". Não sem absurdo, o facto é que a fama de Adebayor acaba por relevar em dois sentidos: porque a circunstância de o ver jogar há anos confere-me uma sensação de familiaridade, no fundo dá-me a presunção de que o conheço; porque a súbita vulnerabilidade de um "herói mediático" acaba por encenar mais claramente a nossa própria vulnerabilidade aos contingentes desmandos da perfídia.

O triste facto é que a FLEC terá conseguido os seus objectivos: a selecção do Togo prepara-se para regressar a casa, a CAN dificilmente será lembrada por outra coisa e a publicidade pretendida foi mais que alcançada.



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