Vã glória



Sempre que faço gala do livro autografado pelo Derrida, em vez do despeito que a sua imodesta ostentação deveria merecer -- mesmo que descontada a inerente magificiência do objecto em causa (escuso de lembrar que o senhor da assinatura faleceu pouco tempo depois) --, sou brindado com a incredulidade dos transeuntes (não é anormal eu lembrar o facto aos gritos pelas avenidas). É algo que me magoa, trata-se da única glória materialista a que me permito, e só me socorro dela quando estou de mal com as coisas abstractas. Não vos custa nada, façam lá o favor de me invejar de vez em quando:




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