Raymond Domenech





Ao olhar para as fotos que antecedem estas palavras o leitor menos habituado à excelência que continuadamente surpreende mesmo os mais habituados julgará que este post pretende ser uma reflexão instigante sobre o modo como a desmemória consente encontros insuspeitos entre umbigos up to date e bigodes merecedores de datação por carbono 14. Nada mais errado. É verdade que a fotografia de Raymond Domenech surge datada pela iconografia da Le Coq Sportif tanto quanto pelo esbatimento das cores. É verdade que aquele umbigo tem ar de já ter roçado a última versão do Macbook. Colocar-se-ia então a possibilidade de Domenech ter envelhecido bem permitindo uma conciliação entre tempos estéticos separados por glaciações. É um facto que cortou o bigode, ficou grisalho e tornou-se famoso como seleccionador francês. Mas tendo em conta que Domenech é o ser vivo mais uninamente odiado à face da Terra, França incluída, a história do seu envelhecimento infame não poderia ser mais dissuasora de qualquer revisionismo em relação ao portador daquele bigode. No fundo, quem hoje assiste às conferências de imprensa de Domenech quase que consegue achar aquele bigode o menor dos males. A única conclusão passível de ser retirada da questão em apreço é que há malucas para tudo.

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