"Ismael (o narrador) e Queequeg (o arpoador polinésio) encontram-se pela primeira vez no quarto, praticamente na cama que acabariam por partilhar. A cena não deve fazer parte da literatura queer. Felizmente. Impelido pela modernidade, o leitor procura ali uma tensão erótica inexistente. É uma grande experiência de leitura. A agenda fracturante melhorou Melville." Ouriquense
É inevitável, com ou sem anacronismo é uma cena esplendorosa: cheia de homoerotismo como de anti-etnocentrismo (custa-me muito escrever a palavra "esplendorosa" na grafia correcta, há sempre um "explendor" que se insinua). Mas sim, Ouriquense, as ambiguidades encontradas pelo leitor contemporâneo jogam em favor de Melville.
posted by Bruno Sena Martins @
11.9.09