Ismael

"Ismael (o narrador) e Queequeg (o arpoador polinésio) encontram-se pela primeira vez no quarto, praticamente na cama que acabariam por partilhar. A cena não deve fazer parte da literatura queer. Felizmente. Impelido pela modernidade, o leitor procura ali uma tensão erótica inexistente. É uma grande experiência de leitura. A agenda fracturante melhorou Melville." Ouriquense
É inevitável, com ou sem anacronismo é uma cena esplendorosa: cheia de homoerotismo como de anti-etnocentrismo (custa-me muito escrever a palavra "esplendorosa" na grafia correcta, há sempre um "explendor" que se insinua). Mas sim, Ouriquense, as ambiguidades encontradas pelo leitor contemporâneo jogam em favor de Melville.

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