O Porta-Voz

Já o sabemos, no espectáculo mediático em que se tornou a política, a imagem e as formas de comunicação assumem uma importância desmedida sobre a substância das propostas político-ideológicas. O porta-voz constitui o corolário dessa tendência (nele se reifica a profissionalização da imagem comunicativa do partido), mas constitui também, pela sua trivialização no espaço mediático, um actor político em que o primado da imagem acaba por ser lógico - o porta-voz é, quase sempre, um mero veículo de posições institucionais definidas pelas cúpulas. Assim sendo, só posso estranhar a escolha da imagem do João Tiago Silveira. Sem que me possam acusar de nostalgia pelos tempos de Vitalino Canas, cabe perguntar: será que o PS poderia ter encontrado um porta-voz cuja imagem se distanciasse mais do "imaginário visceral" da esquerda que tanto procura cativar? Duvido.


João Tiago Silveira ainda vai bem a tempo de um bigode farfalhudo.

P.s. Sim, Aguiar Branco é uma tragédia irremediável. Ou irredimível, se preferirem.

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