Gripe A

Um controlo capaz da Gripe A pode traduzir-se num importante trunfo eleitoral para José Sócrates (basta imaginar Sócrates transformado num misto de director-geral de saúde e de Dr. House de todos nós). Nisto a leitura do Luis Rainha é inteiramente pertinente. Mas talvez valha a pena colocar uma outra questão. Num quadro em se prevê que 25% da população possa vir a ser infectada, não custa supor que algum dos líderes partidários contraia a malfadada pandemia (a vacina só estará à venda dia 1 de Outubro, sinceramente desconheço se os ocupantes de cargos públicos críticos poderão ser inoculados antes dessa data). Mesmo se os anti-corpos nada relevam para a possibilidade de se contrair ou não a gripe (segundo percebi, ninguém os tem), o candidato a primeiro-ministro que apanhe a infecção, ainda que por motivo de generoso banho de feira, passará uma inevitável imagem de fragilidade. A política também se faz de cruéis sortilégios, quem tiver o azar de ficar infectado não espere votos de melhoras nas urnas.



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