Irão: nostalgia recolucionária



Um revolucionário que chega ao poder está industriado a temer, antes de mais, uma revolução que lhe roube o poder. Melhor do que que ninguém, ele sabe da verosimilhança dos sonhos de mudança. Convencido da bondade dos seus ideais, porventura conformado com a necessidade de "pequenos ajustes" à realidade, o revolucionário no poder descrê dos valores que o procuram destronar. No entanto, no seu íntimo, terá mais fé no poder de uma revolução do que muitos daqueles que enchem as ruas movidos por uma desesperada esperança. Essa fé traz-lhe o medo, o medo traz-lhe a ironia da história dialéctica. Um guardião da revolução sabe-se precursor dos revolucionários que se lhe vão apor. (Replay)



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