Proust no fut 7

Ontem, 23:45, torneio amador no campo de Santa Cruz. O seguinte diálogo:

Eu: "Senhor árbitro, está a ser condescendente com a deliberada estratégia da equipa adversária para queimar tempo nas reposições de bola". [perdíamos 4-3].
Árbitro: ".... Tenha calma, jogador. [aponta para o relógio]. O tempo está todo a ser contabilizado para os descontos". [perdíamos 4-3]. [o guarda-redes adversário seguia encerando a bola].
Eu: "Mas o ritmo de jogo está a ser cortado numa fase do jogo em que estamos com ascendente anímico. Isso não se recupera com descontos" [perdíamos 4-3].
Árbitro: "... ... Tenha calma, jogador."

No final do jogo o marcador (inexistente) assinalava a nossa derrota por 5-3. Qualquer árbitro devia saber que nenhuma compensação redime o tempo perdido. O ritmo do jogo é um deus caprichoso.



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