Once (2006)



Para os devidos efeitos, o realismo do screenplay concilia-se com aquilo que há de mais verosímil no romantismo exacerbado. Na verdade, mais que a vocação efabulatória, tanto quanto a nostalgia, é a possibilidade real ou verosímil de uma história que coloniza a subjectividade romantizada. Temos pois um delicioso musical não mais meloso do que tantas vidas submetidas à dúvida razoável ("e se..."). O romantismo como uma dolorosa "hermenêutica da suspeita".



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