Ginástica artística


Quando um atleta se lança à acrobacia final -- momento sempre sensível -- não raras vezes atinge o tapete com aparatoso insucesso. Mesmo assim, com as dores de uma queda, ou apenas com a noção dos anos de treino ali perdidos, ergue-se e abre os braços colocando-se naquela pose ritual onde a graciosidade se reúne à glória de fim de cena.
A dignidade não é outra coisa, a elegância possível no fim de uma cena inglória.



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