Vida dupla

Uma assinalável percentagem das pessoas com quem me relaciono no dia-a-dia desconhece que eu tenho um blog. Mantenho o silêncio possível. Apesar de assinar com o nome, há algo neste estado de coisas que me agrada. E não. Não é só o facto de assim evitar sentir-me demasiado despido, esquizofrénico ou redundante nos contextos familiares. Isso também. Mas pondero e concluo que talvez seja o apelo do secretismo revolucionário a exercer o seu fascínio. A verdade é que a omissão do blog -- uma actividade que para bem ou para mal assume não pouco relevo meu quotidiano -- é o mais próximo que tenho de uma vida clandestina.



<< Home