Mota-Engil, Lusoponte, apito final, etc.

O mundo do futebol estará cheio de podres, não duvidamos. Ingenuidade é pensar que tudo se resume aos clubes (e às situações) que hoje são usados como metonímia jurídica para credibilização de instituições reguladoras que, após anos de completa passividade, se viram obrigadas a reagir ao mediatismo do apito dourado (já de si um óbvio exorcismo dirigido).

Mas talvez seja conveniente alguma moderação na arrogância com que o Portugal de gente séria olha para o futebol, como se de uma espécie de enclave corrupto se tratasse. A verdade é bem outra: se a eficiência de processos e celeridade deliberativa da Comissão Disciplinar da Liga de Clubes se mobilizasse para outras instâncias de poder, era ver, daqui a uns meses, o Estado Português descer de divisão. Nalguma medida são muito tranquilizadores as "estratégias localizantes" por que assim se mapeiam como estanques os terrenos da corrupção em Portugal.



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