Avulsos

"(...) Vi futebol no Reino Unido durante sete anos. O melhor futebol que lá se jogou foi invariavelmente jogado pelo Arsenal (mesmo na fase pós-Bergkamp), mas, em uma ou outra altura, dei comigo a disseminar a minha simpatia continental por quase todos os clubes federados, incluindo uma paixoneta de 3 meses pelo Redditch United da Conference League, cujo melhor jogador - um extremo-direito que acumulava funções de repositor de stock na loja da Staples - tentou um total de três fintas nos cinco jogos a que assisti, duas delas com relativo sucesso. Mas nunca - nunca - consegui sentir um borrifo de qualquer sentimento positivo pelo Liverpool, por motivos complexos que explicaria se não tivesse acabado de ler um artigo da Economic Botany. (...)" Rogério Casanova, pastoral Portuguesa
A menos que queiram enterrar os Jogos Olímpicos da Europa sob os caminhos da peregrinação anual de Benitez, seria prudente reverter a excepção trágica que há uns anos permitiu ao Liverpool defender o título da Liga dos Campeões sem que se tivesse qualificado na Liga Inglesa. Proponho, pois, uma regra que permita reestabelecer o equilíbrio cósmico então quebrado, algures numa sala de reuniões da UEFA: o Liverpool só devia voltar a jogar a Liga dos campeões quando ganhasse a Premier League ou, vá lá, quando desse a mais ligeira impressão de se ter esforçado para ficar em segundo.
O que mais me custa nisto tudo é que, por razões de conhecimento público, estou obrigado a torcer contra o Chelsea. Ora, segundo os meus cálculos, já ratificados pelo João Querido Manha, equivale a dizer que vou ter que torcer pelo Liverpool. Nada mais trágico.



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