Links

Não sei se já vos disse que adoro o tom altivo do Eduardo Pitta (sei, já disse). Repare-se, por exemplo, neste texto sobre a lista de links do Da Literatura. Aquela gestão, assim expressa, é uma delicia de honestidade. De facto, com diferentes nuances, tudo se passa entre o princípio da afinidade e o princípio da reciprocidade.

Já eu não sou nada como o Eduardo Pitta (sim, este é o momento em que o post cede ao downgrade narcísico). Primeiro, porque, como se nota, se pudesse linkava todos os blogs por que já passei ou com os quais tive, em certo momento, algum tipo de troca (a verdadeira selecção faço-a no google reader).
Depois
, porque se acaso gosto de algum blog que de forma despeitosa não me linka -- isso acontece sobretudo quando a lista de links existente sugere que "se gostas destes também devias gostar do meu"--, sinal que não vai com a minha cara ou que me desconhece a existência, faço inteira questão de o linkar. Humildade? Não. No fundo, essa atitude, do ponto de vista psicanalítico, não difere muito da do Eduardo Pitta. Linkar quem não me linka confere-me uma elevação moral tremenda. Basicamente, respondo ao despeito com o conforto compensatório da superioridade moral.



<< Home