Leixões-Porto: notas breves (act.)

1- Há muito que não vou a Matosinhos para peixe grelhado e vinho verde. A rever.
2- Aprecio muito o futebol de kazmierczak. No seu estilo, é um jogador raríssimo. Hoje entrou e foi de uma excelência comovente no meio do caos (o seu habitat natural, lembre-se que vem do Boavista). A uns 10 minutos do fim, o colosso polaco executou um carrinho dentro da área, carrinho esse, a um tempo refinado e tresloucado, que me trouxe sinceras lágrimas aos olhos. Tem sido dos jogadores mais injustiçados pela reduzida rotatividade do plantel. Merece jogar mais.
3- Há demasiado tempo que Tarik é tratado como o titular precário: o primeiro a ser substituído, aquele, de entre os habituais eleitos, que mais vezes vai ao banco por opção técnica. Tanto jogos depois, a importância de Tarik continua a ser entendida como um sortilégio casual que se pode esboroar a qualquer momento. Já é tempo de no Dragão se olhar para Tarik a jusante do estigma de putativo dispensável, é altura de ele ser reconhecido como umas das principais estrelas da companhia, um mouro essencial cujo futebol concede perfume cosmopolita ao orgulho da invicta.
4- Quando o Bruno Alves todo em voo pontapeia a omoplata do Jorge Gonçalves fica a sensação que não lhe seria difícil atingir os mínimos para os jogos olímpicos no salto em altura. É conferir a cicatriz. Mas também não sei se Jorge Gonçalves será uma lebre à altura.



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