Fernanda Tadeu

Ficou muita gente surpreendida com a presença de Fernanda Tadeu, mulher de António Costa, na manifestação dos professores. Aconteceu reacção semelhante quando, há pouco tempo, Maria Shriver apoiou Obama depois do seu marido, Arnold Schwarzenegger, ter endossado o seu apoio a McCain.

Fernanda Tadeu move-se entre Richard Schechner (a performance contestária e a rua como espaço dramático de democracia) e os mais básicos princípios da autonomia pessoal e política. Certa mitologia romântica celebra a imagem de dois revolucionários de mãos dadas numa manifestação. Justo. Mas a democracia levada à intimidade amorosa implica que nem sempre duas pessoas caminhem lado a lado assim saibam reencontrar-se ao fim do dia (ou ao fim de uns dias).

P.S. Não sendo hipócrita, adivinho-me incapaz de superar alguns limites de divergência política. Mas aí presumo que a questão se colocasse a montante da maturação da intimidade.



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