12 palavas

Respondendo ao desafio do Francisco Curate, incansável amigo:

Meliante - Vem do castelhano, maleante: que faz o mal. Meliante é um artífice do mal, se quisermos ser etimologicamente rigorosos (acho). Mas a sonoridade da palavra mistura obra de abelhas e redunda na figura do malandro dengoso: o infame não glorioso a quem custa querer mal.
Minudências - Rituais matinais, sinais do corpo, bolachas de água e sal, texturas dérmicas, cheiros, almofadas, dois beijinhos, "viste a minha t-shirt verde?", Tofina, fechar o gás. Minudência podia ser o apego ao insignificante.
Cristina - A minha mãe.
Gerês - Certa vez que lá fui atacado por um híbrido entre cervo e lobo.
Centauro - Um palavra de sonoridade irrepreensível.
Míriade- Passo
Escarificou-se -
Passo
Esboroar- Passo. Às vezes sem querer.
Cafuné- Palavra que nos oferece uma sonoridade levemente acriançada para descrever a madura experiência da carnalidade contemplativa -- modalidade não libidinal ou pós-libidinal.
Bruxulear: Cortejar a existência pelas traseiras como quem vira para o desaparecimento. A sonoridade é enganosa e vai bem com o low profile de quem só hesita em privado.
Melancolia: Conquanto nos deixe a melancolia intacta (ou intata), bem pode o acordo ortográfico levar as consoantes mudas.
Efervescência
- Poucas palavras imitam tão magistralmente o som daquilo que descrevem
Carestia- A forma suprema de umbiguismo é viver em função da carestia como se fosse nome de gente.




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