Caros e caras juristas (act.)

E não há nenhuma lei quem impeça este modus operandi tão obscenamente estruturante da vida pública portuguesa?
"O mesmo Ferreira do Amaral (ontem concedente hoje concessionário) que agora como Presidente da Lusoponte reivindica compensações financeiras em nome de um absurdo ponto contratual por ele aprovado."
P.S. O Rui Castro lembra que a concessão à Lusoponte foi sujeita a um concurso internacional com regras pré-estabelecidas. Para ele este facto deveria bastar para que ninguém se atrevesse a pôr em causa a honorabilidade de Ferreira do Amaral.

Em primeiro lugar, a honorabilidade, sobretudo a de quem serve ou serviu o bem público, alicerça-se numa conduta ética que naturalmente está sujeita a escrutínio. A essa conduta ética para o ser não basta apenas a boa consciência do escrutinado: em política aplicam-se as mesmas prerrogativas que se aplicam à mulher de César. Em segundo lugar basta termos uma noção de como se processam muitos concursos públicos de emprego, por exemplo, para não nos deslumbrarmos com o portentoso argumento das regras prévias. Quantas vezes as regras não são feitas à medida de um determinado candidato? Terceiro ponto: vale a pena lembrar que é a auditoria do Tribunal de Contas (pdf) que vem lançar as mais sérias achas na fogueira.
Eu é que não punha lá as minha mãos com essa solicitude.



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