2-0

À semelhança do ano passado o Porto deverá saber manter um difícil equilíbrio entre a valorização da competição que disputa e a definição tranquila do seu campeão. Ou seja, importa que o circo emocional do futebol seja mantido de modo a permitir que o campeão, secretamente incontestado, se assuma por entre um simulacro de incerteza e dúvida. Este ano as coisas não têm corrido nada bem: a emergência prematura de um campeão sem oposição inevitavelmente agasta o valor simbólico daquilo que se disputa. Talvez por isso se tenha feito ideia corrente a inverosímil hipótese do FCP vir a jogar a Liga espanhola. No entanto, no que respeita ao presente campeonato, a derrota de ontem poderá ser um sinal da renovada atenção da SAD portista perante a necessidade de fazer da Liga Bwin uma competição suficientemente custosa para prestigiar o seu vencedor. É uma gestão difícil que se deverá manter na ordem do dia enquanto os contendores directos do FCP não conseguirem assumir com outra naturalidade e consistência as suas prerrogativas históricas.



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