CP

Uma pessoa de cadeira de rodas a viajar no alfa pendular é um episódio bem menos trivial do que gostaríamos de supor. Percebi-o ao testemunhar o imenso aparato tecnológico e humano que, chegados a Coimbra, foi empregue para que uma senhora pudesse descer do comboio. A tecnologia do alfa para essas situações, supostamente mais avançada relativamente a outras composições, é afinal um obsceno remendo. É necessária imensa assistência e forja-se um espectáculo de diferença que certamente dissuade muitos dos passageiros que usam cadeira de rodas.

Mas a saga só tinha começado. Ao sair em coimbra-B a senhora foi sendo empurrada por um funcionário da CP que teve de virar a cadeira ao contrário e respirar fundo para não embalar num declive escandalosamente íngreme que desce até a travessia da linha. O momento de puro estupor aconteceu quando a passageira se prestou a embarcar no suburbano que faz a ligação de coimbra-B para coimbra-A. Dois funcionários da CP tentaram fazê-la subir na cadeira para o comboio, mas quer pelo peso, quer pela estreiteza da porta, a operação revelou-se impraticável. Foi quando perguntaram à martirizada viajante se conseguia sair da cadeira ou levantar-se de algum modo. O que vi não me podia ter enojado mais. Ante o ar de missão cumprida dos CP's e o constrangimento dos demais passageiros, a senhora subiu para o comboio, arrastando-se de joelhos.

P.S. A distinção entre Alfa-Pendular e Intercidades é um disparate porque a escala dos horários não permite efectiva opção. Não havendo nenhuma diferença tangível de tempo ou conforto (eu até prefiro as cadeiras dos intercidades) os passageiros são forçados a pagar mais para viajar no Alfa pelos constrangimentos horários que a CP sabiamente escalona. É um expediente que em vez de oferecer serviços de topo a quem os queira pagar, impõe preços de topo sem escolha possível ou qualidade que os justifique.

Ingmar Bergman 1918-2007


Tacheles

Muito agradeço ao Júlio, ao João André e à Joana. Foi inteiramente compensatório seguir a sugestão que generosamente me ofertaram via comentários. Fiquei depois a tilintar com algumas curiosidades sobre a história do lugar e sobre a sua lógica de gestão. Como o "meu alemão" não existe -- língua da informação agora disponível online -- tudo o mais que me saibam dizer é bem-vindo.

Culpa

Uma semana sem escrever e' um obsceno atentado a minha etica de blogger. A busca da redencao comeca dentro de momentos. Se bem que o cristianismo apos Jesus tenha abusado para alem do razoavel, marcando-nos com o estigma do pecado logo pelo nascimento, que ninguem desqualifique a culpa como excelsa forca motriz. Mesmo que ai venham disparates.

Solipsismo/mp3/responsabilidade pública

Mala quase feita. Escolho os álbuns que levo no leitor de mp3 com um ostensivo excesso de zelo. Quando cozinho só para mim sou menos cuidadoso... -- esqueçam, a analogia é péssima.
A verdade é que me falta a educação tecnológica para incorporar esta coisa prosaica: uma vez fora de casa, a música com ligação directa aos ouvidos não contamina a soundscape pública, apenas a minha. É uma tristeza. Ou porque adulterei o idealismo de Berkeley, ou porque o funcionamento dos phones ainda me é um colossal mistério, aqui estou eu a queimar as poucas horas de sono pateticamente armado em dj da urbe.

Até já

Na semana que aí vem este blogue fica dependente dos cyber-cafés de Berlim. Conferências à parte, vou ver se encontro alguma roulote junto ao circo bem munida de bebidas quentes. O mais certo é estar a misturar filmes.

Epílogo

Parece que a Sic andou a ludibriar os telespectadores com um interessante aparato conceptual. Anunciou para quinta-feira o último episódio da novela para depois explicar que o epílogo da mesma passaria na sexta-feira. Ou seja, fez render o peixe tentando obter audiências de último episódio também no penúltimo. O que vale Lara é que está habituada a estas coisas. Há muito que vive de epílogos.

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Uma síntese que colhe

O CDS tem liderança, mas não tem eleitores; o PSD tem eleitores, mas não têm líder.

Tatuagem por objectivos

Primeiro vem Romagnoli dizer que tatuará um leão se o Sporting for campeão. Agora é Miccoli que promete franca tatoo se o Palermo chegar à Champions. Isto da tatuagem por objectivos é bem mais inteligente do que correr para as agulhas, qual Elsa Raposo, assim que o dia amanhece enamorado de futuros. Mas se querem que vos diga, estimo mais a estupidez compulsiva da Elsa Raposo do que o calculismo de Micolli ou Romagnoli. Se tivessem os tomates que propalam já estavam a tratar da cicatrização dos bichinhos.

5 livros recentes II

Como resposta à corrente que me chegou pelo José Carlos Matias, fazia tenção de, conforme comecei, escrever um texto mais ou menos longo sobre cada um dos últimos dos livros que li. Por recear que a coisa fosse para as calendas e para evitar que eu próprio me esqueça pela calada, camuflado no curto tempo em que funcionam as trocas blogosféricas, sem prejuízo de outras demoras, fica já aqui a restante lista:

The Body Silent, Robert Murphy
O Sonho dos Heróis, Adolfo Bioy Casares
Mutações, Liv Ullmann
O Complexo de Portnoy, Philip Roth

Ler

Volta a Portugal em cadeira de rodas.

Corruptela

Por muito que gostássemos de pensar o contrário, a corrupção punível por lei só tenuemente se aparta do um fenómeno mais amplo em que germina: o clientelismo, a troca de influências, a "lealdade" para com as amizades de outro tempo. Os impolutos, uma vez no poder, apenas se distinguem dos demais por olharem para o lado escusando-se a ser parte activa nos cambalachos instituídos.

Por isso, infelizmente, mais determinante que a ética pessoal de determinado político será o hábito instalado nos tentáculos do poder, será a lógica imposta pelo sistema de financiamento, será o jogo de favores de que depende uma eleição. E nisso nada distingue o PS do outro partido de poder: muitas bocas para sobrealimentar esperam pela benemérita teta do camarada. O caso de José Júdice mal e porcamente justificado é cintilante. Acredito que o despudor não seja o mesmo de Carmona, acredito num acréscimo de competência trazido por António Costa, mas, enquanto coisas como o regime de financiamento das autarquias deixarem a política pública vulnerável ao capital privado, enquanto codificarmos como bonomia o favor ao próximo, enquanto houver quem compense em votos os arguidos como vítimas, continuaremos a ter nas autarquias uma sórdida corruptela da democracia. O discurso contra os partidos dispensa os slogans de uma recém-enjeitada pela casa-mãe, sinceramente, e por mim falo, soa à mais pura hipocrisia. Mas precisa desesperadamente de manifestos, manifestos genuínos pela transparência e pelo serviço público. Venham de onde vierem.

Quaresma

Gosto demasiado do Quaresma para querer que ele fique no Porto a jogar com medíocres não vendáveis. A opção de Quaresma deve desprezar um futuro que o consagre como o Simão do Porto: o aclamado herói numa equipa que nos sonhos mais molhados aspira à glória do campeonato nacional. Saindo Baía, Ricardo Costa e Lucho é natural que a liderança simbólica tenda a recair em Quaresma: pela virtude futebolística, pela antiguidade e pela adaptação à mitologia do clube (os festejos no colo de Baía foram disso expressão singular). Quaresma não nasceu para símbolo nem para carregar a equipa às costas, mas neste contexto de orfandade somos acometidos pela tentação de entronização simbólica. Que fazer? Ponderar sem que o amor atrapalhe (também útil na vida social). Quaresma nutre-se da irreverência de um estrangeiro, ele é um inadaptado, um rebelde sem outra causa que não o deslumbre capaz de nos fazer questionar os objectivos do jogo (sim, o existencialismo de Camus perpassa nestas linhas) . Passar a vida a fazer trivelas para o Adriano não é futuro para ninguém. Quaresma deve desprezar um clube que o imagina como capitão. Quaresma deve desprezar aquilo que para mim já significa. Prefiro a fragilidade identitária, deixando vago um vazio, à violência do remorso. Não o queiramos para além do razoável.

Soucie-toi de toi même


"L’ontologie critique de nous-mêmes" Michel Foucault

Celebro uma espécie de narcisismo ético nos termos em que Foucault o repesca à tradição greco-romana. A ética aqui entendida enquanto uma "liberdade reflexiva" com forte dimensão política. Mais importante do que a capacidade de nos despojarmos de nós próprios, conforme veio a defender a ortodoxia institucional cristã*, seria o poder de nos cuidarmos, o poder de continuamente nos perscrutarmos indagando que estruturas nos formam e que "trejeitos de vontade" nos marcam a agência.

Sócrates: "Tu queres tornar-te um político, governar a cidade, olhar pelos outros, e ainda não te olhaste. Se não cuidares de ti mesmo vais ser um péssimo governante."

*A confissão católica, por exemplo, é uma tecnologia de negação segundo os princípios de autoridade, não uma forma do sujeito se aprimorar pelo auto-reconhecimento e por uma auto-crítica em constante diálogo crítico com os valores que o julgam.

Armstrong

Parece que Neil Amstrong aproveitou a passagem por Lisboa para fazer compras nas amoreiras (uma revista cor-de-rosa tirou as fotos que estão aí para provar). Pensem nisto com alguma calma: Neil Amstrong a fazer compras nas amoreiras. Nesta simples ideia jaz algo que desconcerta todas as coordenadas do real que construí para me orientar. Depois do Otelo ter entrado feito um filme erótico para o programa da Elsa Raposo, este é o meu segundo grande choque de posteridade na promiscuidade entre séculos. É uma merda quando não conseguimos estancar as pessoas na ideia que fazemos delas.

Da amizade: imprecisão conceptual

Entre o orgulho embevecido e o orgulho embebido [e.g. minis sagres].
É uma das contratações acertadas do defeso (óbvio tema de tragédia): o JN tem novo cronista.

Sabe como é

“Sabe, nenhuma mulher é verdadeiramente bonita se não merece a morte de um homem bom! Veja, olhe se eu mereço!” Lídia Jorge, A Costa dos Murmúrios
A morte de um homem bom por anelo estético-romântico é um óbvio tema da narrativa ficcional: um efeito de perspectiva dado tanto pela distância aos factos como pelo charme de fim. O homem bom é misericordiosamente decretado pela lápide ou pelo fim do capítulo. Assim mais ao vivo -- assunto de cafés e não de livros --, falhando a morte misericordiosa, só por milagre é que a obsessão desesperada se concubina com a aparência de bondade. Acontece, contudo. O labor de sobreviver à mortal medida da beleza é uma das cadeiras da educação sentimental. Muito desespero se apouca na fila da charcutaria.

Grandjó Late Harvest

Bebo um moscatel enquanto escrevo este post, sei fazer dois pratos daqueles complicados que passam pelo forno, há dias que venho aprimorando um chá gelado caseiro. Isto tudo e já me olho ao espelho como um tipo relativamente sofisticado. Mas bastou-me ler estes dois posts do Eduardo Pitta para me sentir de volta à Amadora*. Eu adoro o tom do Eduardo Pitta, aquilo só resulta com ele.

( aquela passagem sobre o Grandjó Late Harvest deixou-me como o Luisão depois de Paíto ter passado por ele, aqui há uns anos).

*Cidade onde nunca estive (acho) e contra a qual nada me move. Mas permitam-me uma auto-ironia baseada numa analogia que identifica como directos percursores um post do Pedro Mexia e um Sketch do Gato Fedorento (se alguém souber do que estou a falar, por delicadeza, faça-me chegar os links).

Pepe

Parece que foram 30 milhões. Todos os dias alguém tem o gostinho de me lembrar que o mundo me escarnece pela direita. Sim, eu também me fico à esquerda das mulheres giras -- onde inclusivamente se contam algumas aspirantes ao comité central.

5 Leituras recentes (parte I)

Macau-Pequim-Coimbra-Maputo. Vou responder por partes. Começo pelo mais recente:





O'Connor, Flannery, 2007 [1949], Sangue Sábio, traduzido por Nuno Batalha, Lisboa: Cavalo de Ferro.




Flannery O'Connor segue a história de Hazel Motes, um desmobilizado do exército americano investido no projecto de criar a sua igreja: a igreja sem-Cristo. A cidade de Taulkinham acolhe-o com indiferença, nada que lhe detenha o afã "evangélico". Ao mesmo tempo que se integra na tradição fanático-panfletária dos pregadores evangélicos do Sul do Estados Unidos, contexto marcado da narrativa, Hazel confere à sua revelação profética termos despudoradamente heréticos. Prega-os a toda a hora não olhando a lugares, senão, talvez, uma curiosa predilecção pelos ajuntamentos criados à porta do cinema.

Num ambiente dado a fanatismos de toda a sorte que em comum reivindicam a herança do sacrifício da cruz, Hazel Motes é o original portador de uma de meia blasfémia -- que só contribui para que a blasfémia seja mais completa. Hazel não nega Jesus, antes celebra um Jesus sem sangue, um jesus mundano sem sacrifício que se lhe visse. Celebra, no fundo, o advento do homem sem dívida, o homem que ao negar o sangue de Jesus nega a possibilidade de juízo. Num mesmo momento, Hazel apregoa a inexistência e a salvação da alma. Portanto, recusando o sangue que o "persegue", Hazel Motes espalha a única verdade por que se pode "salvar".

Ao contrário do outro, lembramos, do laborioso Santo Agostinho, para Hazel já não há redenção (ou Cidade de Deus à vista) por via do fundo arrependimento ou de "Salmos" compungidos. Para ele só há salvação num mundo liberto de Cristo (havia que negar Jesus como o duplo ungido, nem óleo entronizador, nem sangue purificador).

O elemento que assola todo o enredo envia-nos para o facto de que Hazel Motes não é mero um ex-militar, alguém que "fez a tropa", ele é um ex-combatente -- supomos que -- da Segunda Guerra Mundial. E como tantos outros ex-combatentes, Hazel é um perpétuo deslocado de Guerra, alguém que regressa às origens para perceber que elas já não existem em lugar nenhum. Quando lhe perguntam "Dond'é a sua gente, senhor Motes?", ele responde a muito mais: "A minha gente 'tá toda morta".

Da guerra traz uma imagem da (sua) crueldade que não sobrevive ao espelho do juízo cristão, o lugar de partida só se poderia reconstituir em termos suportáveis pela extirpação radical da moral cristã. (A moral que o julga, a moral por que Hazel Motes se julga).

Em Sangue Sábio, este confronto etéreo (uma espetada mista de juízo, moral e castigo) em que dificilmente largamos as ressonâncias de um tal Roda Raskolnikov, recapitula-se no embate entre Hazel e o Pastor cego. Insinua-se uma ideia que nos encosta à almofada: momentos de transgressão moral extrema, como o desvario da guerra, superam as possibilidades do perdão, mesmo que esse perdão seja oferecido sem limite - caso da mensagem cristã. A questão é que o perdão se si mesmo tem limites mais modestos. Sublime paradoxo: a mensagem cristã oferece ao mesmo tempo a) o perdão e b) a moral carrasca de quem não se consegue perdoar.

Hazel tem o seu primeiro embate vitorioso sobre a igreja ao revelar o pastor cego como fraude (comendo-lhe, algo a contragosto, a filha de caminho). Mas a igreja de Cristo não é o pastor fraudulento ou a filha lasciva, ela habita dentro de Hazel, a igreja de Cristo está viva dentro de dele como vivos estão os morticínios da Guerra. Trata-se de uma coabitação dilacerante: não podendo esquecer a guerra trata de negar o Cristo. Precisa de pregar, precisa de uma comunidade de fé onde sustentar esta revelação demasiado pesada para um só homem. A crueldade só se percebe num código moral - religioso ou não. Ser profeta da igreja sem Cristo seria para Hazel a possível fuga para a frente: na memória lateja o que não consegue esquecer, mas lateja também o código de sentido que torna a memória insuportável.

A tradução é bem conseguida, a escrita da autora chega-nos ainda belíssima e o linguajar do white trash é captado em termos bastantes aceitáveis. Não sei como faria o Nuno Batalha para repassar o falar dos negros do Sul, espero que nunca repita o estranho efeito que me chegou em certa tradução de Faulkner: negros do Sul dos Estados Unidos corridos aos trejeitos dos "palops" segundo as anedotas.

Ciúmes vagamente pedantes mas paciência

Enquanto o debate nativo e o exercício do contraditório passarem por figuras como Fátima Campos Ferreira ou Judite de Sousa, os jornalistas da BBC (sem excepção de estagiários) devem ser mantidos reféns em defesa da moral pátria.

P.s. A despropósito: sobre esse imenso comunicador que é o Daniel Oliveira (o da RTP), agora em dose diária, nem sob tortura me ouvirão uma palavra.
P.s2. Quer-me parecer que devo estar a hipotecar as minhas hipóteses de algum dia aparecer na televisão, aquilo é malta que não esquece e o google não perdoa.

Quantas equipas tem um homem que descer para que lhe chamemos um treinador?

O paradigma segundo o qual os portugueses sem bigode representam fenotipicamente uma geração de bons treinadores devia estar mais informado pelo devir de Artur Jorge -- uma vez mutilado o vasto buço. Equívocos como Luís Campos ou José Couceiro alguma vez vão ter que ser confrontados com outra variável que não o aparo da lanugem.

Lombadas assassinas

A maneira como dispus as estantes com que partilho o quarto asseguram-me de que ao mínimo tremor de terra morrerei soterrado em livros. Será uma morte mais absurda que genuinamente romanesca, até porque durmo com roupas ridículas, mas pelo sim pelo não lá escolhi as lombadas a que endosso o privilégio de me levarem desta.

Fábio Coentrão

Da capacidade de fazer escolhas, o clube e o penteado não indiciam nada de bom. No entanto, aceitem a minha palavra, há ali qualquer coisa de muito jogador.

P.S O meu post teve por ponto de partida alguns pormenores em que me fixei no jogo contra o México, madrugada passada (daqueles pormenores que a um olho arguto e treinado para a prospecção como o meu jamais enganam - sim estou armado em bom). No entanto, chego agora a uma colectânea de jogadas do primeiro jogo. É claro que jogar contra crianças neo-zelandesas ajuda a deixar os "zagueiros na saudade", mas não é improvável que o Benfica se tenha enganado ao contratar, contra todos os seus valores, um grande jogador por bom preço



The Simpsons

Trata-se de uma óbvia compulsão analítica que o humor bem dispensa, mas não deixa de ser um exercício garboso. Vale a pena ouvir: Whose side is Bart Simpson on?

Uma conversa fictícia mas perfeitamente verosímil

Outra Pessoa: "Bruno, que me dirias se eu te perguntasse qual é o teu blog preferido primavera-verão 2007?"
Eu: "A Causa foi Modificada. Já podes virar a arma."

Pessoa colectiva

Desgraçadamente Lara nunca se conciliou com o conceito.

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Aos convivas


Muito obrigado a todos que gentilmente me endossaram parabéns pelos 4 anos de avatares. Celebrar assim justifica o gorunsan na mesinha de cabeceira. Há sempre um instante em que dou por mim no alpendre a fazer conta ao assunto. Não por acaso, ora 4 anos é muito tempo deposto em qualquer escala, na escala da bloga é uma eternidade. Mas depois, depois volto para dentro e escrevo um post sobre o assunto.