Jonathan Littell

O Ípslon desta semana serve amplo apetizer sobre As Benevolentes, "a primeira obra literária" de Jonathan Litell (podem ler aqui a recensão do Eduardo Pitta). Fica uma dúvida: porque carga de água é que se importa uma entrevista (do El País) que assalta o leitor pelas piores das razões. Trata-se de uma conversa faustosamente mal conduzida e terrivelmente constrangedora. Deixo-vos com o esclarecedor final da dita:

Não quer escrever outro romance?
Veremos. Passo a vida em coisas que me vêem deste maldito livro, estou farto.
Maldito livro, já o detesta?
Não, tê-lo escrito não. Mas tudo o resto. Repetir esta entrevistas 30 ou 40 vezes....
Não dá muitas.
Demasiadas para o que gostaria. Não lhes vejo sentido a menos que surjam coisas novas. Tem de as fazer, faz parte do seu trabalho e têm de vender jornais. É puro comercialismo, não tem nada a ver com outra coisa. Dei algumas entrevistas interessantes, em que surgiram alguns elementos novos e por isso valem.
E nesta disse alguma coisa de novo?
Não.
Então acrescente.
Não tenho mais nada a acrescentar.



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