Surveiller et Punir


Mais uma fantástica confissão alojada no Postsecret. Via little black spot.

Curioso. Se pensarmos o descair do olhar como um momento de exercício do poder feminino (da mulher observada), damos por nós a expiar alguma da culpa que tantas vezes se adensa deste lado do decote.

Faz sentido: o poder não cabe ao "olhar invasor", mas sim ao olhar que nos percebe ausentes, fatalmente caídos na antiquíssima armadilha do decote. Ainda assim, nada de facilitismos, digo eu; na presença de um decote mantêm-se válidos os sacros mandamentos : 1- Jamais ceder completamente 2- Procurar refúgio nos olhos da interlocutora.
Nenhum poder nos respeita se não lhe oferecermos um tanto de resistência.



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