3*8=24

Enquanto João Botelho e Leonor Pinhão fazem as contas ao tempo que investiram num filme donde foram retirados os seus requintados nomes (que casal atroz, meu deus!), Pinto da Costa mata o tempo a fazer a tabuada do 3 e a recasar-se em estilo. Uma maçada.
Ora, do mesmo modo que os cubanos de Miami me querem obrigar a simpatizar com a ditadura castrista, assim a existência de João Botelho contribui para mitigar os danos morais daquela relação falhada com Carolina. Tal é a vontade de destruir Pinto da Costa que toda a gente parece achar a coisa mais normal do mundo um filme baseado na mercadorização de uma intimidade ferida. Imagino que nem o padre Melícias passasse incólume aos podres da relação amorosa feitos públicos a reboque de sério ressabiamento. Se é justiça que querem deixem a Margarida à sua sorte e esperem pela Maria: a José Morgado. Mas, enfim, haja abutres e gente sem que fazer a 5 euros.

Não obstante, adivinho algumas almas inquietas com o trailer por razões bem diversas, estas de forte afinidade geracional. Não é grave, é aguardar pelas maravilhas da net: os seios desnudos da Margarida Vila-Nova* não tardam a surgir online.

*Nada me move contra a actriz. Aliás, se acaso o pacman escrevesse um livro pleno de vendetta amorosa a caluniá-la, acredito que fosse a primeira achar edificante a transposição para filme.

P.s. Condeno a fátua indignação com que Pinto da Costa se virou aos rapazes do Gato Fedorento. O problema das indignações levianas é o resvalar para a paranóia, para a incapacidade de auto-ironia e, claro, a perda de "capital de revolta" contra o que realmente merece.



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