O país que se vestiu de branco por Timor

Das "razões conhecidas" para assobiar para o lado por alturas da visita do Dalai Lama

A hipocrisia e o oportunismo de determinados paladinos dos direitos humanos não pára de enojar.

A Ana Gomes, e bem, tem-se feito ouvir contra esta subserviência (algo me diz que a eurodeputada socialista não vai ser reconduzida no cargo, bem se vê que tem nervo a mais para o "socialismo" indígena). Ana Gomes não vai ao ponto de pedir que o Governo comprometa as suas relações económicas com a China para apoiar desabridamente a causa perdida do representante político do Tibete, país que a China fez província em 1959. Por aqui se vê que o realismo também chega às vozes dissidentes. Mas na verdade bastaria que os governantes não fossem cobardes ao ponto de ignorar uma figura de inegável importância religiosa e histórica. Para Dalei Lama é bastante comum ser recebido oficialmente e parece que os chineses não se chateiam por aí além. Que esta indignação se faça ouvir pela voz de Ana Gomes é significativo. Se como país tanto lutámos contra a anexação de Timor e procurámos abalar a indiferença do mundo, o mínimo que se podia esperar era que os nossos representantes pensassem um pouco antes de se ajoelharem para fellatios que os chineses nem pediram.



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