Gisele

Rodrigo Santoro diz que Gisele Bündchen não foi importante em sua vida.

Nada me move contra a cumulação de relacionamentos, muito menos pruridos de ordem conservadora. Admito que se me chamasse Rodrigo Santoro a teoria pudesse ser outra, no entanto considero que existe na biografia erótico-amorosa um precioso ponto de encontro entre a experiência e a memória. Acontece que quando a memória é violentada pela estatística temos um excessivo domínio da experiência. Se há algo de intrinsecamente erótico na nostalgia, se há algo de inapelavelmente fugaz na experiência, então da Gisele pouco aproveitou. Ao contrário do que preconizam as lógicas marialvas, só desfruta realmente de Gisele quem se "socializa" em sofrer-lhe a ausência.

p.s. Aceito sugestões de imagens para ilustrar este post.
P.s2. Como não encontrasse nenhuma foto que satisfizesse os anseios da dri -- o Santoro em pose de chanel nº 5 com a Nicole Kidman --, juro que tentei, acabei por aceitar a sugestão da Susana. Ei-la.



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