Bergman


Entrevista com Liv Ullmann:
Costuma falar sobre a morte com Bergman?
Sim, às vezes. Não temos propriamente a mesma opinião. Ingmar quer acreditar piamente que há uma vida depois desta. A mim, isso não me interessa tanto. Desde 1974 ou 1976, já não sei bem, falamos ao telefone todos os sábados. Os temas variam, às vezes são muito pessoais. Às vezes não temos nada para dizer, mas podemos sempre falar! Partilhamos tantas referências comuns, trabalhámos tantas vezes juntos.
Do que falaram no último sábado?
Foi muito privado, ele tinha dores de estômago. Aprendemos com Strindberg a misturar trivialidade e grandiosidade, a merda e os céus... Strindberg significa tanto para Ingmar e para nós todos.

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