Um gajo que detesto vagamente: Correia de Campos

É absolutamente desconcertante o silêncio de fundo ao modo como Correia de Campos vai desmontando o Sistema Nacional de Saúde. Curiosa vileza em como se faz economia com populações já deserdadas do Estado, mulheres grávidas, pessoas precisadas de cirurgia e afligidas por vulnerabilidades de toda a sorte. Opções políticas, dirão os mais "pragmáticos". De Correia de Campos nunca esperei outra coisa, facto. Mas faz-me confusão como é que Portugal, tendo conseguido, na sua crónica debilidade, construir, em tão pouco tempo de Estado Social, um notável Sistema de Saúde, esse sim, um assinalável património nacional, faz-me confusão, dizia, que tão poucos lhe chorem o "fim tendencial". Que outra coisa pode dizer António Arnaut senão lamentar a sorte da obra? E isto, meus amigos, isto não é só ideologia político-económica. Veja-se o amor com que os ingleses falam do seu National Health Service, e ai de quem lhe mexesse. Sei do que falo, soube-me bem, longe de casa, a um pequeno susto, poder ser consultado e medicado em vinte minutos sem pagar tusto ou dar outra referência que não o meu primeiro e último nome.

Nem só de "políticas fracturantes" vive um tipo da esquerda erótica (delicioso insulto recentemente chegado à caixa de comentários deste blog no meio de outros impropérios). Quando chegar a Portugal vou-me fazer membro de alguma bolorenta comissão de utentes que tenha por fito pôr o Correia dali para fora. Falo sério.



<< Home