Premier

Boulahrouz ensina como enterrar uma equipa num piscar de olhos. Aos 43 minutos faz uma fífia, oferece um penalty ao Arsenal e é expulso. Mourinho, que já começara o jogo com uma pletora de indisponíveis, entre os quais se contavam notavelmente Dridier Drogba, começa a segunda parte a perder fora com 10 jogadores.

Temos portanto o Chelsea, uma equipa que desde a lesão de Ballack não faz um jogo decente (o prolongamento com o Liverpool ainda foi o melhorzinho que se viu), absolutamente precisada de ganhar para evitar que o Man United se sagre automaticamente campeão.

Quem não teve a oportunidade a assistir aos segundos 45 minutos provavelmente não vai entender o arrepio que aqui me traz. Aliás, quem não teve a oportunidade de assistir aos 45 minutos da segunda parte devia parar para pensar no que anda a fazer da vida. Trabalhar, passear as crianças, fazer outras, conhecer novos lugares, aproveitar a natureza, dormir a sesta, votar nas eleições francesas, tudo programas decentes, facto. Mas quem não teve a oportunidade de assistir aos 45 minutos da segunda parte perdeu bem mais do que 45 minutos de antologia trágica. Ou mais ou menos isso. Como é que uma equipa esfrangalhada, alvo da chacota abutre de tudo o que é comentarista desportivo nesta terra, se alevanta a tais alturas é algo que nenhum aturado conhecimento da pessoa de Mourinho (o que desde logo devia ser dado nas escolas) ou do futebol do Essien permite compreender.

Para quem liga ao rigor da história cabe informar que o Chelsea não foi além de um empate e que o Manchester a esta hora deve estar a festejar o título da Premier League.



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