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Rui Tavares, Público (texto completo aqui)

O preconceito é assimétrico. Para a maioria nunca é um tema assim tão importante. Quando a minoria somos nós, a coisa é diferente. Não há nada que não tenha sido contaminado. Na altura dos motins foram bem divulgadas as pesquisas oficiais sobre a prevalência do racismo latente. O mesmo currículo tem três vezes mais hipóteses de ser aceite quando o nome é Jean-Claude Dupont em vez de, digamos, Ibrahim Yassin. Muitos patrões franceses preferem deixar uma vaga por preencher do que contratar árabes ou negros (...)
Sarkozy achou que o racismo latente poderia ser reconvertido em votos e ganhou.



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