Dar Sangue

Diz o Vasco Barreto:
O caso dos homossexuais discute-se com números e não deve fazer parte dos combates entre conservadores e gente pró-fractura. Deixem os números falar. Se a percentagem de homossexuais infectados com HIV é mais elevada que a percentagem de homossexuais na população e se há uma relação causal entre a prática homossexual e a transmissão do HIV, há motivos para os excluir. O facto de o sexo anal não ser exclusivo da prática homossexual não é um argumento fundamental. O importante é olhar para a percentagem de infectados (para a sua evolução e para cada país). Ponto final.
Vírgula. Fica-se com a clara sensação que o Vasco Barreto não leu ou não quis perceber o texto da f. que inclusivamente linka no seu post anterior, assim se deixando embarcar nas facilidades de partida. Vasco, sempre que uma pessoa vai dar sangue é submetido a um inquérito onde lhe é perguntado se teve práticas sexuais de risco ou se esteve envolvida em situações de risco acrescido. E nessa altura a pessoa responde sim ou não. E perante essa resposta é excluída ou não. Parece-me relativamente evidente que o rastreio deva ser feito com base em comportamentos individuais e não em estereótipos preguiçosos (ou que afinal talvez lutem militantemente pela sua sobrevivência). A pertinência da pergunta sobre a homossexualidade continua por explicar. Se o Vasco duvida da honestidade dos respondentes, tampouco é por aí: está-se mesmo a ver que em Portugal é mais fácil alguém dizer que tem relações com homens do que simplesmente admitir que tem comportamentos sexuais de risco. Isto claro, a menos que o Vasco tenha notícia de sérios estudos genéticos que na mais refinada neutralidade científica procuram perceber se há uma relação entre a homossexualidade e a capacidade de perceber o que é um comportamento sexual de risco.

P.S: Ler a resposta do Vasco na Adenda.



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