Coerência

Não valorizo a coerência em si da mesma. Por isso mesmo tendo a condescender nalguma medida de incoerência: ela pode resultar de produtivas transformações de mundividência, pode resultar de alguma passionalidade desestruturante que aparta o pregado do vivido, pode resultar de voluntarismo excessivo para julgar as circunstâncias dos outros, pode resultar de um juízo pouco informado pelo espelho. Faz parte. Para mal e para bem. A única forma de incoerência que de facto me repugna é a daqueles que se sabem incapazes de sobreviver aos princípios a que gostariam de ver os outros conformados. E por isso os advogam com tanto fervor.



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