"Aí é que está!"

Sempre que alguém, em conversa, sublinha uma menção minha com a expressão "Aí é que está!" -- um clássico na persuasão consentida -- encho-me de ancestral pavor. Às vezes sou acometido pelo medo de ter razão, às vezes pelo medo de ser levado a sério, às vezes pelo medo de estar a ser usado para confirmar certezas que me são estranhas. O problema não é concordarem comigo (a afinidade "escolhe" os dialogantes e potencia a possibilidade de concordarem): acontece. O problema é a operação de enxerto implícita no "aí".



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