On Ronaldo

José Carlos Henriques, nos comentários do post anterior:

"juro que não me lembro de um jogador com tantas competências diferentes juntas... o moço pode jogar a ponta de lança, tem um jogo de cabeça impressionante, um remate potente e colocado, marca livres que é qualquer coisa, joga a extremo direito ou esquerdo (aquela velocidade, meu deus, aquela velocidade), hoje já defende e ataca, finta que nem um brasileiro, sabe jogar com o corpo que nem um alemão e tem cultura táctica que nem um italiano. Ah... e é tabloidizável que nem um inglês. Joga a 7, 8, 9, 10, 11... e a 4 ou 6 se for preciso. E, graças ao Queirós possivelmente, começa a paulatinamente resolver quase todos os pontos menos fortes (a colocação defensiva, a tendência exibicionista, a precisão do passe longo, etc.). Da-se...

Não é, ainda, "o" homem... e o risco de se consumir feito fogo fátuo e enveredar por curvas descendentes preocupa (veja-se o fenómeno, veja-se Owen, vejam-se os dois ou três putos argentinos comparados a Maradona todos os anos, etc.). Mas, com honestidade, não me lembro jamais de ver tanto potencial. Isto de ser tuga leva-nos ao sebastianismo, mas pelo moço até vale a pena um tipo deixar-se ir..."



<< Home