O predilecto de Sócrates

Duvido que o dinheiro poupado por Correia de Campos com lustrosas medidas economicistas (fecho de maternidades, pagamento dos internamentos hospitalares, requalificação das urgências) valha o presente processo de des-identificação entre as populações e o Estado. Digo alheamento entre as populações e o Estado (e não governo PS), porque a coisa me parece bem mais estruturante na construção de uma trincheira simbólica:
1) No nosso quadro democrático estas comezinhas medidas de poupança tendem à irreversibilidade (não será o PSD a repor aquilo que o dito PS tirou)
2) As transformação encetadas e anunciadas na saúde atingem mais fortemente as populações que, no seio de um Estado provedor fraco, já se sentem suficientemente despeitadas por uma estrutura de privilégio marcadamente centralista e classista.
3) Porque Sócrates, justamente arvorado em reformador, vem permitindo que Correia de Campos surja como a face mais marcante do que aí vem para muitos. Desgraçadamente, pessoas imunes ao efeito alucinogéno do choque tecnológico, Ota e o TGV.



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