Cheerleaders

O Rui Branco desafia-me a comentar estes interessantes dados sobre o recrutamento de cheerleaders para o Sporting. Reparo que entre os requisitos não consta a devoção pelo clube. Faz sentido. Aliás, o mais coerente seria que esta função nobre fosse vedada a sportinguistas.

Podemos reconhecer-lhes a fé que a tudo resiste. Mas pedir-lhes que andem aos saltos a animar vitórias que no fundo sabem impossíveis seria exigir um extenuante distanciamento cínico, um servilismo trágico só possível a eunucos num harém.

Por outro lado, qualquer miúda com mais de 1,60 entre os 16 e os 28 anos que ali venha a ingressar sem renegar o seu sportinguismo fica numa posição privilegiada para um dia escrever algo parecido com as cartas de Iwo Jima.



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