Mulheres que "SIM"*

Ana Catarina Mendes: Puxou com insigne arte dos galões de legisladora ponderada e responsável. Nem precisou de usar o argumento que traz na barriga para dar prova daquilo que pode coexistir com um rotundo sim.
Catarina Furtado: A surpresa da noite: tenho que a reconsiderar urgentemente, não a imaginava mulher para tanto. E o bem que falou...
Fernanda Câncio: Conseguir explicar que morrem mulheres por aborto clandestino e não atirar uma cadeira à senhora de rosa bebé, que praguejava só para a irritar, é revelador de uma grandeza epistémico-moral rara. Ainda assim esperada - Já se sabe: sou fã confesso)
Lídia Jorge Excelente o seu poema inicial, crua e biograficamente inspirado (o do não contava a história de uma abortista adúltera e fútil, o costume, queriam eles dizer). Traída no debate pela passionalidade da indignação, Lídia Jorge não podia deixar de ser, para mim, por razões que passam por livros, e por mulheres, a mulher da noite)
Maria José Alves: Calma, explicativa, paciente sem nunca cair na persuasão fácil. De uma honestidade intelectual admirável. Bem tratada pelos anos, para mais não dizer.

*Rescaldo ao Prós & Contras



<< Home