História nacional da infâmia

Não compro de jeito nenhum o exercício por tentado a propósito da eleição dos grandes portugueses. Refiro-me ao intuito de estabelecer uma simetria entre Salazar e Álvaro Cunhal (uma importação atabalhoada do binómio Hitler/Estaline). Bem podem brandir o porvir anti-democrático que Álvaro Cunhal visionou para o Portugal após 25 de Abril (ainda bem que falhou). Se a história prática do comunismo fez duvidar dolorosamente os proventos humanos da sociedade socialista vagamente inspirada em Marx, aproximada que foi dos fascismos nas suas consequência totalitárias, a verdade é que Álvaro Cunhal foi obrigado a ajustar as suas intenções à democracia. Dele, da sua prática política, fica a resistência à ditadura. De duvidosas intenções a soldo de sonhos perigosos todos somos guardados pelas densidades da vida. E isso, bênção ou desgraça, faz toda a diferença: "se és bem casado agradece à poderosa vizinha que não te passa cartão".
Quis a história que Álvaro Cunhal fosse, sobre tudo o mais, um extraordinário combatente pela liberdade. Salazar um ditador anacrónico. É a vida.



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