Nojo

Patrocinado pelo presidente do Irão, decorrerá na próxima semana um seminário que reunirá "especialistas internacionais" (sic) de 30 países para "avaliar a natureza e a dimensão do Holocausto". Esta jornada abusrda de negacionismo promovida por Mahmoud Ahmadinejad não pode merecer outra coisa além de nojo e repúdio.
Que o Holocausto não possa continuar a ser vindicado para dar cobertura às derivas do Estado Israelita - naquilo que frequentemente surge como oportunista prostituição da memória do sofrimento - é, sem dúvida, um importante argumento político do nosso tempo. Mas daí ao negacionismo vai um imenso salto de estupidez e crueldade. Os acólitos do revisionismo negacionista colocam-se na directa genealogia simbólica dos senhores de Auschwitz. Tristíssimo.



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