Habemus Papam

Do Público: "Bento XVI apoia a integração da Turquia na União Europeia, anunciou ontem aos jornalistas o primeiro-ministro turco, Recep Tayyp Erdogan, logo após o seu diálogo com o Papa no aeroporto de Ancara. Erdogan rompeu o protocolo acordado e acolheu calorosamente Bento XVI à saída do avião. A declaração do Papa muda por completo o tom da visita e terá repercussão na Europa. (...) Antes de ser eleito, Ratzinger criticara a integração da Turquia, apelando a uma Europa fundada nos valores cristãos. "Quando um homem se torna Papa (...), deve esperar-se que as suas opiniões pessoais fiquem para trás", observou à AP o bispo Brian Farrel."
Dou os meus parabéns a Bento XVI pela coragem e por ter tido a presença de espírito (não literalmente, descreio da história da cadeira da Pedro) para mudar de opinião naquela que poderá a ser uma mudança institucional decisiva para confrontar as presentes hostilidades civilizacionais (os equívocos negociais da UE face à adesão turca nada vêm ajudando). Algumas das razões do meu enfático favor em relação a esta posição podem encontrar-se numa crónica de Teresa de Sousa, de que já aqui tinha citado um excerto:
A Turquia tem lugar na Europa porque o projecto de integração europeia assenta na comunhão dos mesmos valores políticos da democracia, na mesma crença na universalidade dos direitos humanos, na liberdade e na tolerância. Independentemente da religião, ou da etnia ou da nacionalidade. Que lugar lhe vai atribuir o Papa? A resposta está dada.



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